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Quais são as medidas adotadas pela Paraíba contra atos antidemocráticos


Após as ações de vandalismo e depredação registradas durante manifestação em Brasília nesse domingo (8), causando danos às sedes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, as Forças de Segurança que atuam na Paraíba estão mobilizadas para prevenir que possíveis atos antidemocráticos ocorram no estado.

Na manhã desta segunda-feira (9), o secretário de Estado da Segurança e da Defesa Social, Jean Nunes, disse, ao programa Correio da Manhã, da Rede Correio Sat, que um gabinete de crise foi instaurado para impedir a continuidade de atos contrários ao resultado das urnas nas Eleições 2022.

O secretário promoveu reunião nesta segunda (9) com a participação da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Ministério Público Federal, e Guarda Municipal de João Pessoa, além de agências de Inteligência.

Remoção de ‘acampamentos’

O objetivo foi articular forças para dar cumprimento à retirada de movimentos antidemocráticos das ruas, em todos os municípios da Paraíba, de acordo com decisão do ministro do Superior Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.

Jean Nunes frisou que quem não cumprir a decisão pode ser preso. “A própria decisão faz referência à prisão em flagrante de quem estiver descumprindo. Essas pessoas serão levadas para a Central de Polícia ou para a Polícia Federal, de acordo com a competência”, explicou, acrescentando que a Segurança Pública da Paraíba está em cooperação com as agências de Inteligência do Brasil, colaborando com as investigações e identificando pessoas, financiadores, redes sociais, veículos utilizados, informando à Polícia Federal e ao Ministério da Justiça para robustecer as investigações.

Policiais vão para Brasília

Ele ainda destacou que embarcam ainda nesta segunda para Brasília, 30 policiais militares do Batalhão de Choque, que vão compor esse grupo que vai reforçar a segurança no Distrito Federal. “Se houver necessidade podemos reavaliar para aumentar esse efetivo. O ministro Flávio Dino tem tratado isso diretamente com o governador”, detalhou. 

Cumprimento de medidas

“A Segurança do Estado vai cumprir todas as decisões relacionadas a esse fato. Desde ontem estamos com gabinete de crise instaurado em todas as Forças de Segurança, especialmente aqui em João Pessoa. Estamos com planejamento montado para que a gente possa antecipar algumas ações, cumprir as decisões que estão chegando e igualmente colaborar com o Governo Federal, com envio de 30 policiais do Batalhão de Choque para compor e reforçar a segurança em Brasília”, contou o secretário.

De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil da Paraíba, André Rabelo, a instituição está pronta para cumprir o papel que lhe cabe nesta situação.

“Na ocorrência de crimes, todo eles serão devidamente apurados e terão seus responsáveis indiciados conforme a lei. Estamos com equipes trabalhando exclusivamente nessa missão, fazendo os levantamentos necessários para eventuais ações de flagrante”, disse Rabelo.

Movimentos em quartéis

Desde a derrota de Jair Bolsonaro (PL) para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em outubro do ano passado, eleitores do ex-presidente inconformados com o resultado das eleições fazem protestos em frente a quartéis de todo o Brasil.

‘Acampamento’ na frente de quartel é desmontado, em João Pessoa

Na Paraíba, os movimentos se concentraram no Grupamento de Engenharia, situado na Avenida Epitácio Pessoa, um dos principais corredores da Capital. Jean Nunes assegurou que o grupo será retirado do local.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF), através da assessoria de imprensa do órgão na Paraíba, informou que está trabalhando com reforço do efetivo e monitoramento das rodovias federais que cortam o estado.

“Qualquer indício de manifestação, as equipes estarão prontas para atuar”, disse a PRF em comunicado encaminhado ao Portal Correio. Ainda conforme a nota enviada, na manhã desta segunda-feira não houve registro de movimentação de manifestantes nas estradas monitoradas.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, deu o prazo de 24 horas para que os acampamentos de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro sejam desmontados. A decisão foi divulgada por volta de 0h desta segunda-feira.


Do Portal Correio 

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