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A Pesquisa Opus ao Governo da Paraíba - Por Genival Junior

 



A primeira pesquisa do Instituto Opus com os dados da corrida ao Palácio da Redenção nas eleições de outubro na Paraíba, apontam para uma clara tendência em torno da realização de um 2º turno nas eleições, e de uma disputa acirrada pela segunda vaga no processo eleitoral de 2022. A disputa promete ser bastante acirrada, pois podemos ter uma eleição com quatro forças no estado, onde a menor delas sairia com pelo menos 400 mil votos, algo nunca visto na paraíba até o ano de 2018. 

Na análise do resultado que vai além dos números, precisamos nos remeter a compreensão dos parâmetros apresentados nos cenários das perguntas espontânea e estimulada, que por conta da variação de desempenho dos candidatos e algumas particularidades do trabalho, são fatores que podem nos ajudar a uma melhor compreensão dos números.

Considerando que a realidade eleitoral e social da Paraíba tenham sido respeitadas em suas diversas regiões referenciadas pelos municípios pólos, podemos ver que ainda tem muita água para passar por debaixo da ponte, pois a soma de votos de todos os candidatos na amostra espontânea ficou em 31%, enquanto na estimulada foi para 70%.

Partindo do princípio de que o eleitor que tem candidato sabe dizer em quem vota, a diferença de 40% entre as duas amostras, ou mais que o dobro do índice apresentado na amostra estimulada, representa que a grande maioria do eleitorado paraibano, ou mais de 2.173.000 deles, ainda não tem a real convicção de para quem será o seu voto no dia 2 de outubro, fato que acontecerá em uma maior escala, a partir de quando a campanha começar oficialmente.

Por outro lado, a elevação nos percentuais de cada postulante na questão estimulada, não pode ser desprezada pelas organizações de campanhas, pois mostra claramente uma tendência de simpatia a cada postulação, e o tamanho momentâneo de cada projeto político.

Ver João Azevedo (PSB) à frente hoje com 14% na espontânea e 26% na estimulada, parece ser um cenário natural, pois, por incrível que pareça, ainda tem muita gente que só passa a saber quem são os nomes que irão concorrer ao pleito, após ser abordado pelo pesquisador, respondendo de forma intuitiva a questão, e prevalecendo na maioria das vezes, o nome que mais conhecem relacionados ao cargo em disputa. É pouco critério de análise e uma preferência mecânica, mas é algo que não desqualifica a resposta do eleitor.

Por outro lado, ter Pedro Cunha Lima (PSDB) em segundo com 7% e 18% respectivamente, Nilvan Ferreira (PL) em terceiro com 6% e 13%, e Veneziano Vital (MDB) em quarto com 3% e 12%, projeta para uma disputa bastante acirrada pela segunda vaga. 

Quanto a rejeição dos pré-candidatos, por exemplo, parece ser um tanto normal ver João Azevêdo com 29%, pegando boa parte da antipatia da maior parcela dos eleitores dos demais postulantes, assim como Pedro, Veneziano e Nilvan, com 30% juntos, fato normal para pré-candidaturas com eventual potencial de crescimento, e que por estarem na oposição tem uma rejeição menor.   

Assim, a tomada de decisão dos partidos a partir de 5 de agosto, quando as candidaturas e composições políticas serão apresentadas ao povo paraibano, a consequente compreensão do eleitor sobre as alianças dos partidos e candidatos nos campos nacional e estadual, somados ao trabalho da militância de cada legenda e o desempenho político-eleitoral dos candidatos nos 45 dias finais, sertão determinantes para a consolidação ou não do atual quadro.

Certo mesmo é que ainda não é tempo de apontar favoritos, mas é certo também admitir que qualquer desavença interna e uma consequente virada de lado dos partidos, ou de suas lideranças, será fundamental para robustecer ou mesmo desnutrir os atuais postulantes ao governo, conquistando uma parcela significativa do eleitorado paraibano ainda sem definição até este mês de julho.



Genival Junior - Jornalista, Formado pelo UNIFIP – Radialista, atualmente é apresentador do programa Fala Cidade na Rádio universidade FM 105.1 Ele também diretor do Instituto Patoense de Pesquisa e Estatística- INPPE

 


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