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Segundo turno é um risco para João Azevedo



De acordo com o cenário apresentado até agora pelos partidos que pretendem disputar as eleições deste ano, já se pode fazer um ligeiro prognóstico da situação.

Está mais do que evidente a vantagem do governador João Azevedo diante de seus adversários, pelo menos é o que tem mostrado as últimas pesquisas divulgadas. Porém, o mapa político deixa bem claro que se o governador não resolver a disputa ainda no primeiro turno poderá sofrer uma derrota no segundo turno, o que não será surpresa para ninguém, pois parece ser consensual entre seus adversários diretos, como Pedro Cunha Lima, Nilvan Ferreira e o próprio Veneziano, o surgimento de um futuro acordo para uma união e apoio para quem for para a disputa no segundo turno contra João.

É aí onde está a grande questão, será que o governador João Azevedo estará preparado para enfrentar esse “rolo compressor”? Para isso, o governador junto com seus aliados terá de se desdobrar para tentar superar seus adversários e tentar vencer ainda no primeiro turno, ainda que com possibilidades remotas, pois se somar os percentuais de votos apresentados pelos seus prováveis concorrentes, fica bastante evidente que dificilmente as eleições no Estado da Paraíba este ano se resolverá no primeiro tempo do jogo.

Caso a disputa vá para a segunda etapa, o governador poderá ter caminhos tortuosos até a chegada novamente ao Palácio da Redação. Se a disputa for com Pedro Cunha Lima, terá diversas dificuldades, já que é público e notório que Pedro terá o apoio incondicional do grupo do Partido Liberal (PL), e todo a ala conservadora do Estado. Outros que poderão apoiar Pedro Cunha Lima são: Veneziano Vital e outro que ainda corre por fora com a ânsia de revanche, que é Ricardo Coutinho.

Se a disputa for com Veneziano Vital, a situação de João Azevedo poderá ser ainda pior, já que o Partido dos Trabalhadores (PT) com o apoio do ex-presidente Lula deverá cair em campo para eleger Vené, que também poderá receber o apoio de Pedro Cunha Lima e, talvez, até da própria ala conservadora comandada por Nilvan Ferreira e Wellington Roberto.

E na situação de João Azevedo enfrentar Nilvan Ferreira, a disputa também será bastante acirrada, pois a disputa em João Pessoa seria voto a voto, mas João Azevedo poderia levar uma grande desvantagem em Campina Grande que é uma cidade mais conservadora e poderia absorver melhor a linguagem de Nilvan Ferreira.

Diante de tudo isso, vemos que seria de bom alvitre para as pretensões governistas incrementar ainda mais suas ações e buscar resolver a parada logo no primeiro turno, já que tem a máquina na mão. Pois dentro da atual conjuntura da política paraibana, se a soma dos percentuais de votos dos adversários do governador continuar com a mesma margem de hoje ou se oscilar para cima, dificilmente o governador logrará êxito no segundo turno, já que poderá crescer uma expectativa de poder de um de seus concorrentes e isso atrai diversas lideranças que hoje acompanham o governador João Azevedo.

Por fim vemos que enquanto os adversários do governo já estão pedindo votos de forma “casada” tanto para senador quanto para governador, João Azevedo continua politicamente solteiro, deixando se arrastar pela indefinição de Aguinaldo Ribeiro, até o “Dia de São Nunca”… caso que só vem lhe prejudicando, parecendo algo estrategicamente criado para lhe desgastar. Cuidado governador, “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer” (Geraldo Vandré). Do jeito que está, se for para o segundo turno, “Será tarde, Inês estará morta”.


Fonte: Gildo Araújo

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