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Propina para abastecer campanha de João Azevedo chegou em Patos em avião, ficou guardada em um motel, segundo denúncia

Dinheiro da propina das Organizações Sociais para a campanha do atual governador da Paraíba chegou em Patos em avião fretado, foi guardado em um motel, e foi distribuído com lideranças políticas na festa da Guia, em setembro de 2018. Uma semana depois da distribuição do dinheiro a coligação de João Azevedo realizou um gigante comício na cidade.
As revelações são de uma das delatoras na Operação Calvário. Maria Laura Caldas Almeida Carneiro era lotada na Procuradoria Geral do Estado, mas  dava expediente como operadora de recebimento de propina e entrega do dinheiro a lideranças em troca de apoio aos candidatos da chapa Girassol.

Em setembro de 2018 em plena campanha Maria Laura, a mando de Livânia Farias, foi a Patos, ficou hospedada em um hotel, e foi acionada para ir a um outro apartamento onde estava um piloto de avião que tinha trazido uma mala com R$ 800 mil , de parte da propina do Instituto Gerir, uma das Organizações Sociais contratadas pela gestão de Ricardo Coutinho, em troca de propina.
Após receber o dinheiro Maria Laura foi orientada por Livânia Farias a deixar o hotel imediatamente, foi quando na estrada entre Patos e Santa Terezinha, Laura teve a idéia de ficar em um motel.

“Que parou no supermercado e comprou envelope, durex, grampeador, grampo e outras coisas que podia, que Livânia estava demorando em passar a lista, que já estava cansada, que estava pensando como iria fazer a organização dos pagamentos, separar o dinheiro, já que estavam no meio da rua; que para não daria certo voltar para o Hotel; que foi subindo para Santa Terezinha e encontrou um motel; que entrou e como estava dirigindo perguntou a atendente se teria uma garagem que caberia o carro e ela respondeu que sim, então pediu uma chave; que entrou no motel, colocou o carro para dentro, colocou a mala em cima da cama e ficou esperando; que Livânia passou a lista, que Livânia passou duas listas grandes, que ela já ia anotando no envelope o nome e o valor; que Livânia falou para apagar logo”, revelou.
Se a investigação Calvário, que tem a frente o Gaeco/MPPB, Polícia Federal, Ministério Público Federal, e tem apoio de outros órgãos de fiscalização a exemplo de CGU , TCU e TCE/PB, não tivesse descoberto o esquema de corrupção na Paraíba, as Organizações Sociais estariam administrando os hospitais na Paraíba, Daniel Gomes e Ricardo Coutinho seriam bons amigos e sócios, e João Azevedo acreditaria que foi sua competência o fatod decisivo para ser governador da Paraíba.


Blog do Marcelo José

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