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No Radar: Dr. Ramonilson reafirma sua pré-candidatura, fala sobre situação de momento e defende processo eleitoral como fortalecimento da democracia


O programa Radar da Rádio Espinharas FM 97.9, apresentado pelo jornalista Marcos Oliveira, entrevistou na manhã deste sábado, o pré-candidato a prefeito de Patos, o Juiz Ramonilson Alves (Patriota), que falou sobre assuntos pertinentes em um ano eleitoral, dentre eles: momento de pandemia; realização das eleições municipais; posicionamento político e razões as quais o levaram a propositura de uma pré-candidatura. 

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Sua pré-candidatura a prefeito de Patos está mantida?

Sim, mais do que mantida a minha pré-candidatura, com mutia motivação, muito entusiamo, adesões são constantes, diárias, não há um clima de euforia, mas de agregação solido, o desejo de renovação na cidade é muito grande. As pessoas de Patos em sua imensa maioria, ordeira, honesta, se identificou com o nosso projeto coletivo de devolver a cidade ao seu povo, tirando-a das mãos dos grupos políticos tradicionais que geralmente a utilizam para enriquecimento próprio, familiar,  e muitas vezes financiar para campanhas eleitorais. Então pré-campanha mantida, se Deus quiser haverá confirmação da candidatura em convenção e estamos bastante motivados com esse projeto.

Este ano é diferenciado, ano de eleição, o pais está sofrendo muito com a Pandemia do Covid-19. O senhor acha que  é viável a realização do pleito eleitoral em 2020?

Temos um ano atípico, o último registro de Pandemia da história da humanidade data há mais de 100 anos, somos uma geração que vivenciamos, crescimento e também para muitos de pesar e de tristeza de se vivenciar essa situação, em diversas áreas, temos os exemplos. É mais uma barreira que acredito que a humanidade vai suplantar. No campo eleitoral, penso que  deve ser mantida sim, o exercício da democracia, a cada dois anos e quatro anos, as pessoas estarem indo ás urnas, isso tem demonstrado um aprimoramento em uma análise mais ampla, das instituições brasileiras. Vemos de um modo geral esse avanço na democracia, não seria saudável não ter eleições. Quanto as autoridade que tem o poder de decidir sobre isso, vejo claramente a sinalização para a manutenção das eleições, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), já indica isso, inclusive com manutenção de calendário, e ao final deste mês uma decisão sobre essa questão de manutenção. O Congresso Nacional também sinaliza para a realização do pleito ainda este ano. Tenhamos fé ficamos em orações para redução dos números de pessoas atingidos pela Pandemia. No Processo democrático, vejo que é saudável a realização das eleições, é a oportunidade que as pessoas tem de reafirmar acertos, reparar erros, fazer de fato as coisas diferentes, se o modo que está, não é interessante, não está surtindo resultados; então a gente vê como necessária a manutenção destas eleições, podendo ter um reajuste em datas e ou formato, para se realizar, se em um ou dois dias, em um horário um pouco mais amplo, para evitar aglomerações em filas, e assim por diante. A eleição em sim é fundamental eleições esse ano no brasil.

Para alguns surpresas para outros nem tanto, qual foi o ponto chave que levou o Senhor a tomar essa decisão de colocar seu nome a disposição do crivo do povo de Patos, o que fez o senhor ser candidato?

Por que alguém que lutou tanto para chegar a magistratura, resolve deixar para tentar a atividade política? A razão não é simples, nem é única. É um complexo de motivos, um conjunto de ingredientes. Sou natural de Patos, filho de um mecânico de automóveis, Raimundo das Portas, que casou com uma feirante. Meu pai faleceu aos 32 anos, deixando uma viúva e quatro filhos, sou o terceiro na ordem e único homem. Tive a melhor experiência de aprendizado trabalhando no mercado publico, vendo homens e mulheres se acordando pela manhã colocando todos os dias as mercadorias, em seus barracos de madeiras, todos os dias para dentro e para fora. Segui estudando em universidade publica UEPB, fui advogado e professor, e para chegar a magistratura prestei mais de 20 concurso públicos em todo Brasil, sendo reprovado na imensa maioria, porém perseverante, era aquilo que eu queria, até conseguir passar em três deles, nos estados do Piauí, Pernambuco e Paraíba. A própria história política de Patos, nos últimos 10 anos, habitualmente envolvida em escândalos de corrupção, Patos vive uma depressão, que foi construída por esses últimos gestores, que não tiveram a responsabilidade que a sociedade exige, que o cargo o exige, quebraram o compromisso popular de bem honrar  e gastar bem o dinheiro do povo, para se envolver em escândalos de corrupção. Tanto é que tem muitos processos envolvendo os últimos prefeitos da cidade de Patos. Deste modo a gente sempre desenvolvendo campanhas de cidadania principalmente contra a corrupção, em particular contra corrupção eleitoral, contra a compra de votos e nesse contexto as pessoas se identificaram, naturalmente. Quando chegávamos a uma padaria, farmácia, mercadinhos, o povo nos indagava: Por que o senhor não entra? Por que o senhor não é candidato? E aquilo foi surgindo em mim como um desejo de ser candidato, de dar minha contribuição a cidade, d procurar sobretudo com honradez, seriedade e honestidade. Eu afirmo várias vezes, eu não quero um centavo de absolutamente ninguém. Mas, se você imagina uma razão forte que me impulsionou para este desafio, eu diria que é uma razão espiritual. Acredito ser uma missão, que eu escolhi, que eu desejei e peço a Deus, todos os dias que nos abençoe nesta missão. Em algumas oportunidades já disse e quero repetir: Não deixei de ser juiz, pra ser ladrão. Eu acredito na nossa cidade, acho que ela tem um potencial incrível, uma vez reinstalada uma instabilidade administrativa, financeira, política, ela tem condições de voltar a crescer dos serviços voltarem a funcionar, Saúde, Educação Assistência Social, Iluminação, Sanamento Básico, a maior parte desses serviços é mantida com recursos do governo federal, de modo que com chuva ou com sol, com ou sem pandemia, esses recursos vem e estranhamente esses serviços não funcionam. Isso também me causa perplexidade eu acho que é possível corrigir isso. Patos também é muita atrativa do ponto de vista econômico, várias empresas pretendem se instalar na cidade, gerar emprego e renda, mas, infelizmente com esse cenário construído pelos maus gestores nos últimos tempos, as empresas desistem de vir para nossa cidade e quem sofre é a população. Temos andado e visto quanto jovens, quantos pais de família buscam apenas uma oportunidade de trabalho e não tem. Encaro tudo isso como um serviço, uma missão de servir, sem querer um centavo de ninguém, e se Deus permitir minha missão será desenvolvida.

Algumas declarações do Deputado Nabor Wanderley afirmando que não acredita em salvador da pátria discurso bonitinho, segundo alguns analistas políticos ligaram essas declarações voltadas para o senhor, qual sua análise dessas declarações?

Não cheguei a ver e nem ouvir, mas eu não costumo comentar opiniões, porque todas as pessoas podem emitir, Brasil é uma democracia, uma plena liberdade de expressão, as vezes opiniões sérias, baseadas em fatos em dados, em processos em realidades e muitas vezes há opiniões infundadas, as vezes decorrentes de raiva, sentimentos menores. Eu não costumo rebater, ou opinar sobre opiniões, prefiro falar sobre realidades e fatos. E o que é realidade na história política recente de Patos? E cidade vinha em uma história até que em em determinado momento, um gestor de então, quis apoiar uma candidatura da sua esposa. Aquilo já gerou algo de instabilidade, de coisas negativas, atrasos nos compromissos. Mais na frente outro gestor que se envolveu em vários processos de corrupção, inclusive com condenações, também quis colocar um afilhado político na campanha, e cada eleição a coisa vem piorando, exatamente por forças dessas práticas. O que é fato? Na nossa história recente, em uma determinada altura no proprio mês da eleição de um ex-prefeito, o número de contratado de pessoas colocadas para atender excepcional interesse público, chegou a 3.800. A cidade precisa de contratados, assim como outros municípios do Brasil, porém esse número é alarmante. Qual o objetivo muito claro? De concretizar mais um ato de corrupção eleitoral de fraude, porque essas pessoas contratadas, ficaram nos cargos até novembro, dezembro, em janeiro todo as saíram, foi uma enganação. Isso a gente espera que não mais aconteça. Por isso fatos a gente chega a fazer comentários, não faço esse tipo de jogo. Não tenho nenhuma forma de acordo com os tradicionais grupos políticos da cidade, nossa linha é da renovação, de Independência e seriedade, procurando acertar, apesar do trabalho ser duro. O que a gente encontrar a população ficará sabendo. Nosso projeto é gastar bem o dinheiro do povo.

Forças políticas da cidade tentaram ligar o senhor ao grupo do ex-prefeito Dinaldo, ao grupo da direita, que é ligado ao presidente Bolsonaro, como o senhor vê isso e qual sua postura diante dessas forças políticas de Patos?

O olhar deve ser voltado para a cidade de Patos, a discussão no plano nacional, ela é importante para a gente se situar apenas, mas, não deve ter nenhuma interferência. Não exsite atrelamento à direita ou à esquerda, seja o que for. Nosso partido o Patriota, tem hoje cerca de 350 filiados em Patos, filiados com os mais diversos sabores, que votaram declaradamente no ex-presidente Lula, Bolsonaro, Ciro Gomes, Haddad, então uma organização plural, de pessoas que superando essa discussão, nacional, querem o resgate da cidade de Patos, acreditam que isso é possível. nós também acreditamos. Esse atrelamento, essa tentativa  de projetar o meu nome, como de direita, esquerda, de centro, não faz nenhum sentido é completamente sem fundamento. Se quer eu cheguei a votar nas ultimas eleições, estava trabalhando como juiz eleitoral na cidade de Paincó-PB. Isso parece coisas de fakenews, de quem realmente não quer contribuir com o debate sério.

A tentativa de politização  dessa Pandemia, um grupo defende um lado, outro grupo defende outro, a coisa desandou nessa questão da Pandemia, como o senhor vê isso?
Uma certa vez mesmo em tom de brincadeira, eu vi que: visão de partido é visão de parte, e não inteira, é isso que está acontecendo. A Pandemia  existe, é real, é grave para cerca de 10% da população, segundo a opinião das autoridades médicas, mas que o mal uso dela tem sido visível, o mal uso politiqueiro dela.  Alguns fatos fatos chama atenção. O número de mortes nos três estados mais populosos do Brasil, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.  Dados aproximados em São Paulo sete mil – no Rio de janeiro em torno de cinco mil – e os de Minas Gerais em torno de 280 mortos. Como é que o segundo estado mais populoso do Brasil, apresenta um número de letalidade tão baixo se comparado ao primeiro estado e ao terceiro?  Quando olhamos o cenário político, os governadores de São Paulo e do Rio são contra o posicionamento do presidente; o de Minas Gerais é a favor do presidente. Não estou aqui dizendo quem está certo ou errado, porém, a diferença numérica é muito estranho,  assim vem sendo em todo o Brasil. Aqui na Paraíba temos essa visão, e ficamos sem informações que podemos confiar, é uma tristeza porque resulta na verdade em desinformação. Sendo um assunto técnico, temos duas linhas de enfrentamento, com medicamentos, por exemplo azitromicina e outros no início dos sintomas – ou como aconteceu aqui na Paraíba, que não dedicou muitas ações para a prevenção e agora deveriam investir em leitos de UTI. Por força da desatenção históricas do governo para com nossa cidade, temos apenas seis leitos de UTI desde 2006. Hoje o que salta aos olhos, é que esses discursos politiqueiros e não técnicos, são para fazer oposição ou situação, na verdade politicagem, e o fato é que o sistema de saúde de nossa cidade da responsabilidade do governo do estado deixa a desejar. Não é possível, cinco ou seis leitos de UTI para uma abrangência de população regional que gira em torno de 500 mil pessoas. Vejo com tristeza esse uso político da situação, onde precisamos superar a a pandemia e temos esse debate da política. Minha origem é o comércio e vejo que aguardamos com o isolamento social, esperando o suporte médico, passados 90 dias, o que vem é uma declaração de que não fi possível fazer quase nada. Isso é inaceitável, então por que parou esse tempo? Eu coloco isso em tom de indagação, sempre preservando a vida, a segurança das pessoas, porém o suporte médico hospitalar não veio, isso não pode acontecer.

Se for candidato e se eleito, vai haver uma cobrança muito grande sobre sua pessoa, suas ações, o Senhor está preparado para isso?

Estou sim, e não vim pra brincar, o que Patos precisa não é de sorriso fácil, falsa declaração de amor, o que Patos precisa, é de um gestor com compromisso e honradez, para que posso desempenhar muito bem esse cargo. As primeiras medidas a caso o processo seja vitoriosos, é agir com transparência deixar tudo as claras, não mentir, não camuflar, apresentar contas, apresentar também as propostas, do que é preciso fazer com aquele recurso sem medo de pressão, não vai se colocar como tem super-herói. É preciso manter a população informada, mostrar os dados, se as despesas são maiores do que a receita, é inclusive a melhor forma de se conquistar o apoio popular.  Precisamos manter o diálogo permanente com a sociedade, através de vários canais e ferramentas que temos nos dias de hoje. Não é mais aceitável que a cada dois ou quatro anos os candidatos cheguem na porta do povo para praticar corrupção eleitoral, comprar consciências e esquecer aquela população. A gente promete faze algo diferente

Não a compra do voto, não a corrupção, mas, lembrar do eleitor todos os dias, mantendo uma conversa franca entre o prefeito e o população. Entre o Prefeito e a câmara, para que tudo ocorra sob os olhos de quem é o dono. É uma lógica de uma empresa, o prefeito é o gerente, a eleição é a contratação. Então quem contratar? Aquele quem tem inúmeros processos, envolvido em corrupção? Aquele que tem manchas na sua história ? Ou aquele que você imagina ser uma pessoa correta, que vai fazer o que é de direito, e que vai fazer as coisas de maneira clara, mostrando sempre a conta para a população.  Então não tenho medo de pressão, de cobrança demasiada, nunca tive. Fui juiz de direito e atuei em casos de gente importante que tinha muito dinheiro e nunca me senti pressionado. Quando se tem fé em Deus, age com correção segundo a lei, no caso de gestão em Patos, com transparência dando conta de tudo à população, imagino não ter cabimento, você ficar com qualquer ordem de receio ou de temor. O povo será de tudo informado.

Ao finalizar sua participação no programa Radar, Dr Ramonilson agradeceu a oportunidade, parabenizou o apresentador pela sua forma de exercer a profissão, os colegas de imprensa pelo dia da imprensa (01/06), e deixou sua mensagem final.

“Parabéns pela forma de você fazer seu jornalismo, muito harmônico com a história da Rádio Espinharas, parabéns à imprensa pelo seu dia que foi essa semana, é um seguimento muito importante para a construção de uma sociedade democrática e bem informada. Sou grato pela oportunidade de conversar com você e os ouvintes, de apresentar nossos propósitos, venho de espirito aberto, livre, com a verdade e sinceridade, sem preparação, sem camuflagem, com o desejo de resgatar a nossa cidade e devolver Patos ao povo; de tira-la nossa grupos políticos tradicionais. Acreditamos em Patos, ela é viável, os serviços podem funcionar, a saúde pode andar bem, Patos pode ser atrativa para um cenário de emprego  e renda, temos essa esperança. Restabelecer esse diálogo essa espera para nosso povo, espero que essa Pandemia esteja com os dias contatos, e que o retorno da nossa vida social possa ser reconstruído. Cuidado nas próximas eleições, vamos ter responsabilidade, escolhas erradas levaram nossa cidade a este patamar que estamos hoje, fruto de um processo de escolhas que podem ser corrigido agora. Deixo meus cumprimentos e minha gratidão”, finalizou o juiz.



Assessoria 


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