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Oposição entra em contradição ao pedir impeachment de João e preservar Estela


Desde a volta do recesso na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) na última quarta-feira (05), nenhum outro tema tem ganhado mais destaque nas rodas de conversa na Paraíba do que o pedido de impeachment do governador João Azevêdo (Cidadania) e de sua vice, Lígia Feliciano (PDT), protocolado por deputados de oposição. Mas há um detalhe que parece ter passado despercebido: a oposição entra em contradição ao pedir o impeachment do governador e não ingressar com nenhuma ação para afastar do mandato a deputada Estela Bezerra (PSB).

E o motivo é simples. O pedido feito pelos oposicionistas tem por base as revelações feitas pela Operação Calvário, que investiga desvios de recursos na Saúde e Educação do Estado. A mesma investigação que, por sinal, prendeu a deputada em sua sétima fase. Ou seja: se há razões para o afastamento de João e Lígia, não deveriam existir também para o afastamento do cargo de Estela?

Quando julgou o mandado de prisão expedido pelo desembargador Ricardo Vital, no fim do ano passado, 25 dos 30 deputados presentes na sessão decidiram que a deputada deveria ser solta. A votação foi secreta e não há como afirmar com certeza, mas é bem provável que alguns dos 12 deputados que assinaram o pedido de impeachment de João também votaram pela derrubada da prisão de Estela.

O pedido oposicionista foi encaminhado pelo presidente Adriano Galdino (PSB) para a Procuradoria da Assembleia e tem gerado teses e acusações dentro e fora da base governista. É difícil avaliar, porém, se o pleito oposicionista vai prosperar ou não na ‘Casa’. Por enquanto, é possível apenas constatar que alguns membros da oposição tratam os casos de João e Estela com dois pesos e duas medidas.



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