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Em um ato público, realizado na manhã desta quarta-feira, dia 17 de abril, em frente à Maternidade Dr. Peregrino Filho, funcionários reivindicaram o pagamento de salários, que estão atrasados há quase três meses e dos médicos, atrasados há cinco meses. Eles também cobraram da gestão materiais que são indispensáveis para o funcionamento da maternidade, como seringas e agulhas.
De acordo com os manifestantes, a situação está cada vez pior, pois alguns dependem exclusivamente do salário da maternidade, e estão com contas atrasadas, sem condições para fazer feira e pagar cartões e demais despesas. Eles afirmam que o caos tomou conta da maternidade de Patos, pois não há respostas da parte dos responsáveis e ninguém toma providências efetivas.
O funcionário da Maternidade, Marcos Antônio Moraes dos Santos, que é responsável pela parte de higienização hospitalar, disse que após conversar muito e não resolver nada, eles decidiram manifestar pacificamente a indignação e denunciar a desordem.
“Nós estamos reivindicando os nossos salários, que estão atrasados. Nós estamos aqui lutando para receber o nosso dinheiro em dia, dentro do mês trabalhado. Com todos os impasses, nós que estamos sendo prejudicados. O governador ainda não tomou nenhuma medida que seja realista e que resolva a nossa situação. Ficam conversando e nada se resolve. A única forma que temos para resolver é se mobilizando, realizando atos como este. Meu apelo é que o governador se sensibilize com a situação da maternidade e resolva imediatamente todos os impasses”, clamou o funcionário.
A técnica de enfermagem Evanúbia dos Santos Almeida disse que, apesar de estarem sem salário, nenhum funcionário parou as suas atividades na maternidade. Ela falou que o ato é em virtude da falta de remuneração.
“Nós estamos realizando um ato para sensibilizar os responsáveis pela gestão da Maternidade de Patos, sobretudo o governador do estado, porque estamos com quase três meses sem receber o nosso salário; alguns que tiraram férias ainda não receberam. Então nós pedimos ao governador que resolva nosso problema, porque alguns funcionários vivem exclusivamente com o dinheiro deste emprego; sem outro meio de vida. Esclarecemos ainda à população que, embora estejamos sem receber, nenhum funcionário deixou de trabalhar, nenhum paciente ficou sem assistência aqui na maternidade”, afirmou Evanúbia.     
O deputado estadual e presidente da Comissão de Saúde na Paraíba, Dr. Érico Djan, esteve presente e falou que estará cobrando do governo uma solução rápida para o problema. Dr. Érico afirmou que não vai aceitar represália aos que estão se manifestando pacificamente.
“Nós estamos aqui hoje para representar o apoio e compromisso que temos de estar junto aos funcionários e cidadãos que precisam desta maternidade. Hoje nós estamos aqui para lutar por uma solução rápida para todos esses problemas. Infelizmente os prazos e acordos não foram cumpridos, mas nós estaremos cobrando. Não vamos aceitar que ninguém seja prejudicado, que ninguém sofra represália, pois é uma manifestação pacífica, legítima e democrática de funcionários que se dedicam diariamente à saúde e apesar das péssimas condições, atendem à população”, declarou o deputado.
O deputado estadual Nabor Wanderley afirmou que além dos problemas com o pagamento dos funcionários, faltam insumos para o perfeito funcionamento da Maternidade de Patos. Ele disse que vai continuar cobrando do governo uma posição urgente.
“O Estado está tentando resolver, mas as coisas andam muito lenta, e chegou ao ponto que não podemos mais esperar. Temos pessoas sendo despejadas de suas casas, sem feira, com cartões de crédito atrasados, com energia cortada. Então não dá mais. Infelizmente chegou ao limite. Então nós estamos dando esse apoio ao pessoal, mas também estamos cobrando uma solução do governo. Mesmo que os profissionais queiram trabalhar, não estão tendo condições”, denunciou Nabor.
A reportagem tentou contato com algum responsável local pela Maternidade, mas ninguém quis se pronunciar. Em conversa com a assessora de comunicação Eliane Sobral, da empresa Gerir, que responde pela gestão da Maternidade, ela informou que ainda não estava sabendo do ato, mas disse que até amanhã, dia 18 de abril, todos os salários referentes ao mês de março serão pagos, os que são referentes ao mês de fevereiro também deverão ser pagos em breve. Já os salários dos médicos estão sendo pagos através de um Termo de Ajustamento de Conduta, junto ao Ministério Público da Paraíba. Quando à falta de insumos, ela afirmou que se dá devido ao atraso nos repasses e à retenção de valores nas contas da empresa Gerir, mas que alguns insumos já foram comprados de forma emergencial e até amanhã os estoques deverão ser reabastecidos. Ela disse ainda que a direção respeita a manifestação e que sabe que este é um direito assegurado e também entende a preocupação dos funcionários. 
Blog do Jordan Bezerra

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